quinta-feira, 14 de maio de 2026

Entre Rachadinhas, Discursos Patrióticos e Vídeos de WhatsApp

Ricardo Marques Descobre que o Apoio Bolsonarista Não Vem Sozinho 


    A política brasileira é um roteiro tão repetitivo que às vezes parece remake mal produzido de novela das oito. E quando o sobrenome é Bolsonaro, o enredo já vem com pacote completo: denúncia, áudio vazado, investigação, discurso de perseguição e uma legião de apoiadores jurando que tudo não passa de “coincidência”. O protagonista da vez? Flávio Bolsonaro.



  
  Segundo investigações amplamente divulgadas pela imprensa, o caso das “rachadinhas” envolvendo o senador nasceu a partir de relatórios do Coaf que apontaram movimentações financeiras consideradas atípicas ligadas ao ex-assessor Fabrício Queiroz. O Ministério Público chegou a denunciar Flávio por organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato.
Fontes:
    Mas no Brasil dos poderosos, o roteiro sempre ganha um capítulo jurídico digno de série da Netflix: uma hora o STJ valida parte das provas, outra hora o STF anula relatórios, depois discutem foro privilegiado, e o cidadão comum tenta entender se está vendo um julgamento ou uma partida de pingue-pongue institucional.

    E aí vem a parte mais curiosa (ou tragicômica), dependendo do humor do leitor. Enquanto o discurso oficial do bolsonarismo sempre foi o de “combate à corrupção”, investigações da Polícia Federal apontaram suspeitas de uso da estrutura da Abin para monitorar auditores da Receita que investigavam justamente o caso envolvendo Flávio. Segundo documentos citados pela PF, o objetivo seria encontrar “podres” dos investigadores. Traduzindo para o português claro: combater a corrupção virou, aparentemente, combater quem investiga a corrupção.
Fontes:
    Tem também o famoso áudio divulgado em 2024, em que Jair Bolsonaro discutia estratégias relacionadas ao caso do filho. A gravação gerou enorme repercussão política e alimentou ainda mais a narrativa de interferência institucional. Depois veio a defesa pública alegando contexto distorcido, perseguição política e aquele repertório já conhecido de “a imprensa mente”. Porque no Brasil moderno, quando a notícia é ruim, o problema nunca é o fato — é sempre quem noticiou.
Fonte:
    Em Sergipe, o PL parece decidido a transformar a eleição de 2026 numa espécie de franquia oficial do bolsonarismo premium. De um lado, Ricardo Marques tentando vender a imagem de gestor conservador “preparado para governar”. Do outro, Rodrigo Valadares na corrida pelo Senado empunhando a cartilha ideológica mais fiel possível ao clã Bolsonaro. O problema é que, ao embarcarem juntos no mesmo palanque, acabam também dividindo o mesmo pacote de desgaste político. É como aquelas promoções de supermercado: levou um, automaticamente ganha o outro — inclusive com as investigações, polêmicas, áudios vazados e escândalos nacionais inclusos sem custo adicional.
Fontes:
    A oposição em Sergipe certamente não vai desperdiçar a oportunidade. Afinal, basta uma rápida pesquisa no Google para transformar qualquer debate eleitoral em uma retrospectiva do noticiário político dos últimos anos: rachadinhas, suspeitas envolvendo Fabrício Queiroz, denúncias do Ministério Público, investigações sobre uso da máquina pública e as eternas narrativas de perseguição política. Ricardo Marques e Rodrigo Valadares podem até tentar focar em propostas locais, segurança, economia e valores conservadores, mas a associação direta ao sobrenome Bolsonaro inevitavelmente puxa o debate para Brasília — e Brasília, convenhamos, anda produzindo mais roteiro policial do que estabilidade política.




    No fim, parte do eleitor sergipano corre o risco de entrar nessa história como aquele cliente enganado em promoção de loja suspeita: compra “mudança”, “nova política” e “combate à corrupção”, mas recebe em casa um combo de confusão institucional, escândalo reciclado e discurso pronto de perseguição política. E ainda tem quem aplauda como se estivesse assistindo aula magna de honestidade pública. O mais impressionante é a facilidade com que alguns acreditam em qualquer bravata embalada em patriotismo de WhatsApp e vídeo com musiquinha épica, mesmo quando o histórico do grupo parece mais arquivo policial do que currículo administrativo. No fim, o eleitor vira praticamente figurante de um reality político onde os protagonistas colecionam polêmicas e a torcida continua defendendo tudo com a dedicação de fã-clube adolescente em porta de aeroporto.


    E há outro detalhe cruel para qualquer aliado regional: a marca Bolsonaro já não produz unanimidade nem dentro da direita. Enquanto parte do eleitorado continua apaixonada, outra parte começa a enxergar o bolsonarismo como um condomínio em eterna assembleia judicial.

    No fim, o cenário político brasileiro segue funcionando como aquele seriado que promete última temporada há anos, mas nunca acaba. Todo episódio tem investigação nova, vazamento novo, coletiva nova e alguém dizendo que tudo será esclarecido “no momento oportuno”. O momento oportuno, aparentemente, mora ao lado do Papai Noel e da reforma tributária simples.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Prazo final chegando e o brasileiro descobrindo o título eleitoral… de novo

    Todo ano eleitoral a cena se repete como uma tradição nacional: filas quilométricas nos cartórios eleitorais, gente revoltada, reclamação nas redes sociais e aquela clássica frase: “ninguém avisou”.

    Curioso é que o brasileiro teve praticamente o ano inteiro de 2025 e mais os quatro primeiros meses para resolver a situação do título eleitoral com calma, sem aperto e, principalmente, sem precisar enfrentar fila. Mas não. Esperar até os últimos dias parece fazer parte do ritual. 


Imagem do site do G1AP

    E o mais impressionante não é nem a correria de última hora. É a surpresa coletiva quando descobrem que os cartórios eleitorais fecham o cadastro no início de maio em ano de eleição. Como se isso fosse uma novidade inventada ontem.

    A verdade é simples: o fechamento acontece para que a Justiça Eleitoral consiga organizar as eleições, distribuir eleitores nas seções, atualizar os sistemas e preparar toda a logística do processo eleitoral. Depois da eleição, lá no início de novembro, tudo reabre normalmente para regularização, emissão de novos títulos e demais serviços. Isso acontece há anos. Não é segredo. Não é conspiração. Não é perseguição política. É apenas calendário.

    Mas basta surgir uma corrente no WhatsApp ou um vídeo alarmista nas redes sociais que começa o desespero coletivo. De repente, aparecem especialistas de internet dizendo que “vão cancelar milhões de títulos”, “ninguém vai poder votar” ou qualquer outra teoria criada entre um café e outro.


Imagem do site do G1PE

    Resultado: filas enormes formadas, em grande parte, por pessoas desinformadas e movidas por notícias falsas. E claro, junto vem a indignação. Porque o problema nunca é deixar tudo para a última hora. O problema é sempre “a demora”, “a organização” ou “o sistema”.

    No fim das contas, o cartório faz o mesmo trabalho de sempre. O calendário continua o mesmo. As regras continuam as mesmas. O que realmente muda é apenas a capacidade do brasileiro de ignorar tudo isso até o prazo final chegar batendo na porta.

Para saber sobre sua situação eleitoral entre nos canais oficias da justiça eleitoral, assim você pode evitar filas. Auto atendimento eleitoral do TSE - > https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/autoatendimento-eleitoral#/

    E no próximo ano eleitoral? Pode anotar: a história vai se repetir novamente.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Linha do Tempo Político-Administrativa de Barra Dos Coqueiros

 



Município de Barra dos Coqueiros – SE

Elevado à categoria de município, Barra dos Coqueiros iniciou sua trajetória político-administrativa com prefeitos nomeados durante o período da Ditadura Militar. Posteriormente, passou a realizar eleições diretas para prefeito e vereadores, consolidando o processo democrático local.

🗳 1955–1958

Prefeito: Moisés Gomes Pereira

📌 Posse: 23 de janeiro de 1955

Vereadores eleitos (5):

  • José Alexandre Santos
  • Manoel Melcíades dos Anjos
  • José Arnaldo dos Santos
  • Antônio Ramos Maia
  • José Cândido dos Santos
Primeira gestão após elevação à categoria de município.

🔎 Observação: O vereador José Arnaldo dos Santos teve o mandato cassado, assumindo o suplente Marcos Bispo dos Santos.



🗳 1959–1962

Prefeito: João Pessoa Chagas

📌 Posse: 31 de janeiro de 1959

Vereadores eleitos (6):

Manoel Bispo dos Santos
Antônio Rabelo
Manoel Melcíades dos Anjos
Antônio Militão
Luiz Francisco Santos
José Cândido dos Santos

🗳 1963–1966

Prefeito: Erasmo Santa Bárbara

📌 Posse: 1º de fevereiro de 1963

Vereadores eleitos (5):

  • Ivan Gomes Pereira
  • Nair Vera Cruz Chagas
  • José Cândido dos Santos
  • Francisco Correia Fagundes
  • Manoel Melcíades dos Anjos

🔎 Observação: Em 17 de novembro de 1965, o suplente José de Matias assumiu temporariamente no lugar de Ivan Gomes Pereira, que se licenciou por 120 dias.



🗳 1966–1970

Prefeito: Ivan Gomes Pereira

📌 Posse: 1º de fevereiro de 1966

Vereadores eleitos (5):

  • Antônio Rabelo
  • José Afonso Pereira da Silva
  • José de Matias
  • Antônio Félix de Andrade
  • João Pessoa Chagas

🗳 1971–1972

Prefeito: Antônio Rabelo

📌 Posse: 31 de janeiro de 1971

Vereadores eleitos (8):

  • José Bispo da Cruz
  • Valmir Moura Santos
  • João Rodrigues Dantas
  • Wanderley Farias Silva
  • José Carvalho Benjamim
  • Mário Neto Gomes Pereira
  • Maurina Válido de Jesus
  • José Mota Cândido

🗳 1972–1976

Prefeito: João Cândido dos Santos (Baiano)

📌 Posse: 8 de fevereiro de 1972

(Assumiu após falecimento do prefeito eleito João Hermes Pacífico, sendo realizada nova eleição.)

Vereadores eleitos (7):

  • Manoel Melcíades dos Anjos
  • João Rodrigues Dantas
  • Valmir Moura Santos
  • Geraldo Apóstolo
  • Pedro Bispo da Cruz
  • Murilo Duarte de Carvalho
  • Pedro Rosalvo da Silva

🗳 1977–1981

Prefeito: José Mota Macedo

📌 Posse: 1º de fevereiro de 1977

Vereadores eleitos (7):

  • Liceu Pereira Válido
  • Manoel Rocha dos Anjos
  • Pedro Rosalvo da Silva
  • Antônio Félix da Silva
  • Manoel Melcíades dos Anjos
  • Natanael Mendes Moura
  • Luciano Marcos Bispo

🔎 Observação: Faleceu em 4 de janeiro de 1981 em acidente automobilístico. Assumiu o vice-prefeito Aureliano Rodrigues.




🗳 1981–1982

Prefeito Aureliano Rodriguese

🔎 Observação: Assumiu a Prefeitura após o falecimento do prefeito José Mota Macedo, ocorrido em 4 de janeiro de 1981, concluindo o mandato até 1982.


🗳 1983–1988

Prefeito Natanael Mendes Moura

📌 Posse: 1º de fevereiro de 1983

Vereadores eleitos (8):

  • Liceu Pereira Válido
  • Liciano Marcos Bispo
  • Ana dos Anjos Santos
  • Abdon Bispo Fagundes
  • Adailton Martins de Oliveira Filho
  • José Pereira dos Santos
  • Arivaldo Moura dos Santos
  • Manoel Messias dos Santos

🔎 Observação: O mandato foi prorrogado por mais dois anos, totalizando seis anos de gestão, em razão da unificação das eleições gerais no Brasil em 1988, quando passaram a ocorrer simultaneamente eleições para Presidente da República, Governador, Senador, Deputados, Prefeitos e Vereadores.



🗳 1989–1992

Prefeito Alberto Jorge Dantas Macêdo

📌 Posse: 1º de janeiro de 1989

Vereadores eleitos (10):

  • Manoel Messias dos Santos
  • Ana dos Anjos Santos
  • George Batista dos Santos
  • Maria Adilza de Oliveira Lopes
  • Gentil da Silva
  • José Rodrigues dos Santos
  • Gilvaldo Henrique de Jesus Silva
  • José de Matias
  • Maria José dos Santos Araújo
  • Jorge Rabelo de Vasconcelos

🗳 1993–1996

 Prefeito Natanael Mendes Moura

📌 Posse: 1º de janeiro de 1993

Vereadores eleitos (10):

  • George Batista dos Santos
  • Washington Luiz Gomes Pereira
  • Norma Maria Gomes Pereira
  • Maria José dos Santos Araújo
  • Airton Sampaio Martins
  • Roberto das Chagas Rodrigues
  • Adson Pereira Santos
  • Novalda Lima dos Santos
  • Antônio Carlos Santos
  • Fernando Freitas

🗳 1997–2000

Prefeito Gilson dos Anjos Silva

📌 Posse: 1º de janeiro de 1997

Vereadores eleitos (9 conforme lista apresentada):

  • Duvalci dos Santos
  • Nivalda Lima dos Santos
  • George Batista dos Santos
  • Airton Sampaio Martins
  • Roberto das Chagas Rodrigues
  • Valdomiro Tavares Bispo
  • Lânia Ribeiro Mendonça Pereira
  • Manoel Viana Martins
  • Antônio Carlos Santos

🗳 2001–2004

Prefeito Gilson dos Anjos Silva

📌 Posse: 1º de janeiro de 2001

Vereadores eleitos (11):

  • Airton Sampaio Martins
  • Ana dos Anjos Santos
  • Antônio Carlos Santos
  • Duvalci dos Santos
  • Gelvânio Teles Menezes
  • Lânia Ribeiro Mendonça Pereira
  • Manoel Viana Martins
  • Jânio Santana Silva
  • Roberto das Chagas Rodrigues
  • Valdomiro Tavares Bispo
  • Jorge Rabelo de Vasconcelos

🔎 Observação: Nesse período ocorreu alteração na legislação eleitoral brasileira, permitindo a reeleição para cargos do Executivo (Presidente, Governador e Prefeito).


🗳2005–2008

 Prefeito Airton Sampaio Martins

📌 Posse: 1º de janeiro de 2005

Vereadores eleitos (9):

  • George Batista dos Santos
  • Alysson Souza Santos
  • Lânia Ribeiro Mendonça Pereira
  • Antônio Carlos Silva dos Santos
  • Haroldo Batista Vasconcelos
  • Jânio Santana da Silva
  • José Cláudio da Silva Barreto
  • Roberto das Chagas Rodrigues
  • Ivete Pereira Moura


🗳2009–2012

 Prefeito Gilson dos Anjos Silva

📌 Posse: 1º de janeiro de 2009

Vereadores eleitos (9):

  • Antônio Carlos Silva dos Santos
  • Daniel Mendes Moura
  • Alberto Jorge Santos Macêdo
  • Carmem Maria Moura Santa Bárbara
  • Antônio Carlos Santos
  • Jorge Rabelo Vasconcelos
  • Jânio Santana da Silva
  • José Cláudio Silva Barreto
  • Wilson Claudino Bernardes Santos



🗳2013–2016

Prefeito: Airton Sampaio Martins

📌 Posse: 1º de Janeiro 2012

Vereadores eleitos (11):

  • Alysson 
  • Jorge Rabêlo 
  • Pastora Salete 
  • Alberto Macêdo 
  • Toinho da Toyota 
  • Vevé 
  • AC
  • Daniel Moura 
  • Prof. Roberto 
  • Aracê 
  • Gilvan Pintinho 

🗳 2017–2020

Prefeito: Airton Sampaio Martins (reconduzido)

📌 Posse: 1º de Janeiro 2017

Vereadores eleitos (11): 

  • Pastora Salete
  • Professor Roberto
  • Aracê
  • Toinho da Toyota
  • Jorge Rabelo
  • Iracema Albuquerque
  • Adelmo
  • Wilson Bernardes
  • Jailson Pereira
  • Alberto Macêdo
  • Guega



🗳 2021–2024

Prefeito: Alberto Jorge Santos Macedo

📌 Posse: 1º de janeiro de 2021.

Vereadores eleitos (13): 

  • Antônio Fernando Santos de Freitas
  • Adelmo Apóstolo de Araújo
  • Frankeline Bispo dos Santos
  • Marcelino Silva Melo
  • Jorge Rabelo de Vasconcelos
  • Carlos Oliveira Meneses
  • Roberto das Chagas Rodrigues
  • Greissy Cristina Fagundes Silva de Araújo
  • Iracema de Mecenas Silva Albuquerque
  • Lucas Anjos Amaral
  • Eduardo Borges da Cruz
  • Jailson Pereira da Silva
  • Sérgio Souza Santos



🗳 2025–2028

Prefeito: Airton Sampaio Martins – Eleito nas Eleições de 2024

📌Posse : 1º de janeiro de 2025.

Vereadores eleitos em 2024 (13):

  • Lucas Anjos Amaral (UNIÃO) – maior votação
  • Wilson Claudino Bernardes Santos (PSD)
  • Jorge Rabelo de Vasconcelos (PODE)
  • Zinho Souza (PODE)
  • Hebert Carlos Santos Pereira Passos (PP)
  • Eduardo Borges da Cruz (PL)
  • Iracema Albuquerque (PSB)
  • Samuel Tavares dos Santos (PSD)
  • Carlinhos do Jatobá (PSB)
  • Guega (PSD)
  • Frankeline Bispo dos Santos (PP)
  • Pastora Salete Fernandes da Silva (PL)
  • Rogério Nascimento Bispo (UNIÃO)

📌 Todos os vereadores eleitos em 2024 foram oficialmente diplomados em 19 de dezembro de 2024 pelo Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe para assumirem em 2025. 


Fonte: https://historiadebarradoscoqueiros.blogspot.com/
Fonte: https://www.tse.jus.br/eleicoes/resultados-eleicoes

Entre Rachadinhas, Discursos Patrióticos e Vídeos de WhatsApp

Ricardo Marques Descobre que o Apoio Bolsonarista Não Vem Sozinho       A política brasileira é um roteiro tão repetitivo que às vezes parec...