quinta-feira, 10 de abril de 2014

Ciclovias da Grande Aracaju - Aracaju - Avenida Heráclito Rollemberg


Ciclovia da Heráclito Rollemberg 
Foto tirada no dia 29 de março de 2014 por Aline Medeiros 


No dia 09 de Agosto de 2006 foi inaugurada a ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg, segundo matérias publicadas naquele ano, a ciclovia tinha 3 km de extensão (acho que foram somados ida e volta). Essa ciclovia foi a segunda entregue pelo ex-prefeito Edvaldo Nogueira. 
"O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, inaugurou a nova ciclovia da avenida Heráclito Rollemberg. Com 3 km de extensão, a pista interliga a entrada do bairro Santa Maria aos mercados municipais e à saída para Nossa Senhora do Socorro através das avenidas Tancredo Neves e Rio de Janeiro, de onde os ciclistas podem seguir com segurança pelas avenidas São Paulo e Coelho e Campos." NE Noticias
Só foi entregue. Depois de uma foto e outra, ficou lá mais uma ciclovia jogada, porque de lá pra cá a ciclovia está totalmente abandonada e a atual gestão, do prefeito João Alves, aumentou e reabriu os retornos antes bloqueados e depois de abrir, bloqueou outra vez (não entendi foi nada). Tal atitude de reabrir e fechar foi feita sem se preocupar com o acabamento da ciclovia (acho que era pra acabar com a ciclovia) e nem com a segurança do ciclista, deixando verdadeiras armadilhas. Além disso a ciclovia tem uma ligação com a ciclovia da Rua João Batista Machado, que liga à ciclovia da Avenida Gasoduto no Conj. Orlando Dantas. A ciclovia da Rua João Batista serve apenas como estacionamento, não permitindo a circulação de ciclistas (em outra postagem falo sobre essa rua). 

Vista do inicio da avenida Heráclito Rollemberg e do terminal do DIA
Foto tirada no dia 29 de março de 2014

A metodologia para aferição do tamanho (Km) da avenida e da ciclovia foi feita através do velocímetro (ciclo computador) da minha bicicleta, que foi zerado no inicio da avenida e da ciclovia estudada. O trajeto foi percorrido no sentido norte-sul, iniciando a partir do Viaduto do D.I.A.

A avenida Heráclito Rollemberg tem inicio após o viaduto do D.I.A (viaduto Jornalista Carvalho Déda), mas a ciclovia só tem inicio depois de 195 metros da avenida. O ciclista que vem da Av. Adélia Franco, vem pela faixa da direita beirando a calçada que é muita esburacada e tem muitas ondulações oriundas da borra de asfalto. Os ciclistas têm que passar pra faixa da esquerda antes de cruzar o viaduto, para seguirem com "segurança" e continuarem pedalando até a ciclovia, passando do ladinho do muro do terminal do D.I.A. 


Ciclistas na faixa beirando o terminal do DIA na faixa da esquerda.
Foto tirada no dia 29 de março de 2014

Depois de passar pelo terminal, o ciclista tem que ficar atento para ver se nenhum ônibus vai entrar ou vai sair, pois, após o terminal tem uma rotatória exclusiva para entrada e saída de ônibus, nessa rotatória é que começa a ciclovia para quem vai aos bairros da zona sul.

Inicio da ciclovia.
Foto tirada no dia 29 de março de 2014 por Aline Medeiros 
Nesse dia foram feitos alguns flagrantes: primeiro a de um ciclista que estava seguindo para a ciclovia da Av. Tancredo Neves. O ciclista saiu da ciclovia da Heráclito no momento em que um ônibus iria entrar no terminal do DIA, ele ia atravessar e ir até a calçada ou pedalar na contramão pela direita (tal atitude coloca a vida dele e de outros em risco).

 "Mudando de assunto, mas continuando no mesmo."
Para entrar na ciclovia da Tancredo, o ciclista tem que percorrer a calçada da CODISE até o posto de combustível e esperar em média 10 minutos, para passar arriscando a vida para subir na ciclovia da Tancredo, e se o ciclista vem no sentido oposto, corre os mesmos riscos saindo da ciclovia da Tancredo, percorrendo na calçada ou dividindo a Avenida com os carros, ônibus e motos, para entrar na ciclovia da Heráclito.

Em outro momento um ciclista que saia da ciclovia seguia pela Heráclito na faixa da esquerda.
Duas cenas do cotiano.


Ciclista em risco
Foto tirada no dia 29 de março de 2014 por Aline Medeiros 

Ciclista percorrendo a calçada da CODISE levando um adolescente no quadro
Foto tirada no dia 05 de abril de 2014 

Ciclista percorrendo a calçada da CODISE
Foto tirada no dia 05 de abril de 2014 

Ciclista pedalando na faixa da esquerda avenida Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014 por Aline Medeiros 

Os ciclistas que vão ou veem da Av. Tancredo Neves criaram uma entrada e saída alternativa, pois a entrada e saída do desenho da ciclovia leva o ciclista a pedalar na avenida Heráclito Rollemberg, Av. Adélia Franco ou Rua F, ou seja, a ciclovia não se liga a nenhuma outra e não deixa os ciclistas em situação de segurança (um dos defeitos das ciclovias de Aracaju).

Entrada e saída da ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014 por Aline Medeiros 

Entrada e saída da ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014

Estamos apenas começando, estamos no inicio da ciclovia.

A avenida Heráclito Rollemberg tem ao total 6.245 metros, a ciclovia ocupa 27% (1.700 metros) desta avenida, fica faltando 1.300 metros para completar os 3 km do projeto apresentado pelo ex-prefeito. A ciclovia começa após 195 metros do inicio da avenida e termina na rotatória do cruzamento com rua João Batista Machado, deixando os ciclistas percorrerem 4.350 metros de uma avenida perigosa até a ciclovia da avenida Beira Mar (a Heráclito termina no cruzamento com a Beira Mar), ou o ciclista vai pela rua João Batista pela direita e não pela ciclovia (a ciclovia nessa rua serve como estacionamento).

Percorrendo a ciclovia fica evidente o abandono, tem muitas partes remendadas com asfalto, cimento e areia, além de muitos buracos e agora com os desníveis e barreiras (quebra-molas) promovidos pela atual gestão, que podem causar quedas para os desavisados. A ciclovia tá parecendo um circuito de mountain bike, cheia de obstáculos. A noite o risco fica ainda maior, a ciclovia é mal iluminada, chegando a ter trecho sem nenhuma iluminação, e as árvores servem de esconderijo para meliantes, além dos obstáculos citados.

Quando chega na ponte de acesso ao bairro São Conrado, a ciclovia tem uma única passagem para os ciclistas que vão. Os que vem sentido sul-norte, dividem a pista com os veículos ou pedalam na contramão da ciclovia de passagem única.


Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014 por Aline Medeiros 

Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg, retorno aberto
Foto tirada no dia 29 de março de 2014 por Aline Medeiros 


Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg, retorno fechado novamente.
Foto tirada no dia 05 de abril de 2014

Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg, ampliação dos retornos
Foto tirada no dia 29 de março de 2014 por Aline Medeiros 


Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014

Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014

Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014
Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014

Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014 

Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014

Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg, ponte de ligação de acesso a bairro São Conrado 
Foto tirada no dia 29 de março de 2014

Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014  
Cruzamento que determina o fim da ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014
Ligação da ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg com a Rua João Batista Machado, no conj. Orlando Dantas, São Conrado.
Foto tirada no dia 29 de março de 2014 
Ciclovia da Av. Heráclito Rollemberg trecho totalmente escuro
Foto tirada no dia 05 de abril de 2014 

Ciclistas na Av. Heráclito Rollemberg, percorrendo entre os 4.350 metros sem ciclovia
Foto tirada no dia 29 de março de 2014

Visto essa última imagem, na qual tem dois ciclistas pedalando na Avenida Heráclito Rollemberg, quem pedala todos os dias por essa via imagina que bom seria a possibilidade de ter uma ciclovia no canteiro central dessa avenida. O canteiro é largo e se estende do DIA até o cruzamento com a Avenida Hildete Falcão Batista no bairro Atalaia. Além disso tem outra coisa que não sei porque não foi feito ainda: a ligação da ciclovia da Beira Mar, bairro Atalaia até a praça da Bandeira bairro Cirurgia, passando pela Av Heráclito Rollemberg, Av. Adélia Franco e Hermes Fontes.

Se isso acontece, além de oferecer segurança para os ciclistas, Aracaju teria mais vida e os ciclistas dos bairros São Conrado, Santa Maria e adjacências, teriam uma opção segura para ir ao trabalho/escola/faculdade/casa. Seria um passo para fazer com que Aracaju se tornasse uma cidade da "Qualidade de Vida" de verdade. Muitos querem pedalar e usar a bike como veiculo, deixando o transporte coletivo de lado, mas não sentem segurança dividindo a pista com automóveis.

Construir viadutos e alargar avenidas são medidas paliativas!  Pois só resolvem o agora, amanhã tem que ser feito outra coisa para resolver o problema do trânsito. A cidade e a população crescem, e nada é pensado a longo prazo, não se pensa em melhorar o transporte público ou só pensam e nada mais. Vejo com desconfiança certas obras dos governos, que só servem para desviar dinheiro público (seja com superfaturamento ou publicidade) e não resolvem NADA. 

Abaixo uma imagem do canteiro central da Avenida Heráclito Rollemberg. 


Canteiro central da Av. Heráclito Rollemberg
Foto tirada no dia 29 de março de 2014


Avenida da Heráclito Rollember tem 6.245 metros
Inicio da ciclovia 195 metros após o viaduto
Comprimento da ciclovia 1.700 metros
Trecho sem ciclovia 4.350 metros após o fim da ciclovia.
Total de trecho sem ciclovia 4.545 metros


Poderia  ter falado sobre "Caju Bike", mas já tem muita gente falando desse tema. Apenas vou deixar uma provocaçãozinha sobre isso.  Podem conferir sobre o tema no site Ciclo Urbano

O projeto é bom, faz com que alguns aracajuanos (desde que tenha o aparelho com a tecnologia para usar o aplicativo) pedalem mais. Eu por exemplo não poderia usar as bicicletas do Caju Bike. O projeto é bom, porém é de exclusão. 

Até o momento, pelo que andei lendo, as bicicletas estão servindo exclusivamente para o lazer, passeio na Orla. Falta mais vontade politica para melhorar as ciclovias existentes, ampliar e interligar toda a malha da Grande Aracaju.


domingo, 30 de março de 2014

XXI Campeonato Sergipano de Pesca 2014 - 1ª e 3ª rodadas

Pesca Esportiva


A pesca é o esporte com o segundo maior número de praticantes em todo o Brasil estando atrás somente do futebol. Estima-se que somente no Brasil existam mais 30 milhões de pescadores amadores, sendo que cinco milhões de pessoas pescam semanalmente. De acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura, hoje existem 400 mil pescadores licenciados. A pesca amadora também é conhecida como pesca esportiva, pesca de lazer, pesca desportiva e pesca recreativa. É praticada no mar, em rios, lagos naturais e artificiais, açudes e em criatórios comerciais (pesqueiros ou pesque e pague). A pesca amadora utiliza principalmente vara de pesca, molinetes ou carretilhas, linha, anzol e iscas naturais ou artificiais.


1ª rodada do campeonato de pesca na praia da Caueira, Itaporanga D'juda-SE
Foto tirada em Janeiro de 2014

Os Campeonatos de Pesca que acontecem em Sergipe são organizados e realizados pela ASPA

O que é a ASPA-BV ?

É a ASSOCIAÇÃO SERGIPANA DE PESCA AMADORA “ BONS VENTOS” – ASPA-BV, fundada em 10 de agosto de 1994, na cidade de Aracaju/SE. Os limites da Associação são representados pelos próprios limites do estado de Sergipe, uma vez que agrega os pescadores amadores da faixa litorânea e margens de rios, mesmo não navegáveis, deste Estado.


Bandeira indicativa  da ASPA

A primeira rodada aconteceu no dia 12 de janeiro do corrente ano, na praia da Caueira, município de Itaporanga D'ajuda, litoral sul sergipano. Contou com a participação de 16 equipes e teve inicio as 09:30 da manhã e fim ás 14:30 da tarde. Foram capturados 85 peixes gerando um total de mais de 14 quilos com diversas espécies. A equipe responsável pela primeira rodada foi Os Grauças Carapeba de Aracaju.


Instrumento usado para medir o peixe no limite minimo permitido.

O limite minimo permitido na captura era de 15 cm, valendo quaisquer espécies. Sendo o maior peixe capturado nessa etapa um Baiacú de 1,146 kg, seguidos por duas Corocas de 0,642 e 0,586. A equipe de capturou o maior número de exemplares foi a Coroca e E. Solitária com 10 peixes.

Pescadores na Caueira
Foto tirada em janeiro de 2014 
A segunda rodada aconteceu nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2014, essa rodada foi apenas para duplas, realizada  na praia Costa Azul litoral norte baiano. Foram capturados nesse dois dias de pescaria 442 peixes gerando um total de mais de 115 Kg, sendo o maior peixe capturado uma arraia de 7,950 Kg, o segundo maior foi um curiaçú de 6,900 Kg e o terceiro maior um cação de 1,720 Kg.

A terceira rodada aconteceu no domingo, dia 09 de março, na Praia da Costa, Barra dos Coqueiros, litoral norte sergipano, a rodada teve início as 09:30 e fim ás 14:30. A rodada começou com meia hora de atraso por conta das redes feiticeiras que estavam no mar.


3ª rodada de pesca na Praia da Costa, Barra dos Coqueiros
Foto tirada no dia 09 de março de 2014

O mar tava pra peixe nesse dia, foram pegos muitos peixes, muitos pescadores voltaram pra casa satisfeitos com o resultado. A equipe que ficou responsável pela contagem e pesagem dos peixes da competição foi a Equipe Carcará de Aracaju, perdeu o maior peixe dessa rodada uma arraia de 17,250 Kg, a arraia se enroscou na parada da equipe Os Grauças Carapeba, ficando com o peixão. O segundo maior peixe foi uma gereba de 7 kg e o terceiro foi outra arraia de 6,700 kg, foram capturados nessa rodada um total de 340 peças que gerou um montante de 72,120 Kg de peixes.


Pescado pega dois peixes em uma parada na Praia da Costa
Foto tirada no dia 09 de março de 2014


Equipe Carcará fazendo a contagem e a pesando os peixes das outras equipes
Foto tirada no dia 09 de março de 2014

Quero deixar claro que não faço parte de nenhuma equipe de pesca, apenas estou acompanhado os eventos que acontecem aqui no estado de Sergipe. Acompanhando como estudante, pesquisado junto a professora Kátia Freire, responsável pelos estudos de pesca esportiva no Brasil. Esses dados serviram de base para a monografia de um dos participantes dos campeonatos, Rodrigo que faz parte da equipe Os Grauças Carapeba, que assim como eu, faz o curso de Engenharia de Pesca na UFS.


Maiores informações sobre o campeonato entre no site da ASPA clicando ao lado: ASSOCIAÇÃO SERGIPANA DE PESCA AMADORA







sábado, 15 de março de 2014

Turismo da \ e As Catadoras de Mangaba da Barra

Turismo da \

Depois da ponte tem um cidade que se chama Barra dos Coqueiros. 

Ponte vista do Bairro Olimar, Barra dos Coqueiros
Foto tirada em abril de 2013

Quando digo depois da ponte, eu digo mais ou menos um quilômetro depois da ponte, antes desse quase um quilômetro, você, leitor do meu blog que não conhece a Barra dos Coqueiros, fica se perguntando onde está e que lugar esse? Pois nada informa que ali é a Barra. Mas, tudo isso é fato novo, antes a Barra não tinha nome em lugar nenhum, hoje, A Barra tem nome!


Nome da cidade no meio da rotatória de acesso o município
Foto tirada no dia 27 de fevereiro de 2014

A Barra dos Coqueiros já esteve no cenário nacional passando no quadro Tô de Folga do Jornal Hoje da rede globo. O quadro apresenta todas as sextas-feiras um lugar turístico do Brasil. Nessa ocasião a Barra dos Coqueiros foi chamada de Ilha de Santa Luzia (até porque é conhecida por esse nome), mas se os turistas fossem pesquisar sobre noticias de Barra dos Coqueiros, iriam encontrar um monte de coisas negativas. Ficou evidente que a matéria é um produto encomendado por um grande empreendimento residencial que se instalou no município.

A matéria passou na tv no 02/11/2012. Leia e veja o vídeo clicando ao lado: Ilha de Santa Luzia é refúgio para surfistas e pescadores em Sergipe

Apostando que o leitor do meu blog já leu a matéria acima sugerida, então vamos mostrar os atrativos turístico e contrapor o que foi apresentado no "Tô de Folga".

A Barra dos Coqueiros é um município com uma grande extensão de área litorânea, possuindo aproximadamente 30 km de costa. Tal fato faz com que o município queira  investir e desenvolver o Turismo de Sol e Praia.
“Turismo de Sol e Praia constitui-se das atividades turísticas relacionadas à recreação, entretenimento ou descanso em praias, em função da presença conjunta de água, sol e calor”.(MTur) 
"De modo geral, o movimento turístico de Sol e Praia é muitas vezes sazonal e massivo, tanto no litoral como nas águas/corpos d´água interiores, o que explica as usuais deficiências de infraestrutura urbana e de serviços, contribuindo, em muitos casos, para a perda de qualidade ambiental e para o desgaste da imagem de destinos turísticos."(MTur)
O principal destino turístico de Barra dos Coqueiros nesse seguimento é a Praia da Costa, frequentada semanalmente por centenas de moradores do próprio município e também por moradores oriundos dos bairros situados nas zonas Norte e Centro de Aracaju, além dos moradores do município de Nossa Senhora do Socorro. Isso ocorre pela proximidade e pelo acesso através do transporte público interligado entre esses três municípios.

Para agradar esses turistas e atrair novos, a prefeitura de Barra dos Coqueiros acaba de adquirir o novo atrativo turístico, um CARANGUEJO COZIDO com mais de 2 metros, colocado na rotatória de acesso à Praia da Costa. A ideia é boa, o caranguejo é um fruto do mar bastante apreciado em todo estado de Sergipe, a Barra dos Coqueiros por sua vez contribui bastante por ser um dos grandes produtores de caranguejo em Sergipe.

Imagem da estátua de caranguejo, coqueiro e o simbolo do governo estadual no centro da rotatória de acesso a Praia da Costa
Foto tirada no dia 27 de fevereiro 2014

Segundo alguns puxa da prefeitura, esse caranguejo simboliza a conservação dos manguezais bem como um grande atrativo para ser consumido pelos turistas e banhistas na praia da costa. Palavras de um puxa.


Caranguejo cozido de Barra dos Coqueiros
Foto tirada no dia 27 de fevereiro


Caranguejo cozido de Barra dos Coqueiros sendo visitado por turistas durante o carnaval 
Foto Aline Medeiros  


Além da grande extensão de praias, a Barra é cercada por manguezais, os mangues são berçários dos caranguejos. O manguezal é uma Área de Preservação Permanente-APP, protegida por lei.
"Entre as espécies de fauna, dependentes dos manguezais para sua sobrevivência, existem aproximadamente 86 espécies de aves, 59 espécies de crustáceos, 33 espécies de moluscos e 185 espécies de peixes. 1) Peixes de água doce, que ocasionalmente entram em águas salobras; 2) Peixes tipicamente estuarinos, que passam toda a vida no estuário; 3) Peixes que usam o estuário como berçário e/ ou para desovar, mas vivem a maior parte do tempo no mar; 4) Espécies marinhas que visitam regularmente o estuário à procura de alimentos; 5) Espécies anádromas (vivem parte de sua vida em ambiente marinho, mas desovam em rios) ou catádromas (habitam a maior parte de sua vida em rios, mas desovam no mar); e 6) Algumas espécies de ocorrência acidental. (ALMEIDA & SUGUIO,2011)"

Os administradores e legislativo local são omissos com os descasos cometidos pela exploração da especulação imobiliária, que ocupam área de manguezal e de restinga, tudo feito de forma criminosa, o poder público municipal fecha os olhos para os grandes empresários. Porém, não só os grandes empresários são responsáveis por esse crime, mas também a população carente e menos esclarecida, vem ocupando muitas áreas de APPs, pra essas ocupações que deixam a cidade feia, a prefeitura quer tirá-las de sua vista, pois não pagam IPTU.

Outra omissão é com o empreendimento que está sendo feito pela prefeitura de Aracaju na Av. Beira Mar no Bairro 13 de Julho em Aracaju, esse empreendimento vem causando consequências preocupantes para o futuro do manguezal de Atalaia Nova. A Foz do riacho que alimenta o Manguezal está totalmente assoreada. Tema já discutido em outras postagens, vou colocar no final para vocês terem uma ideia das consequência da construção da obra do Bairro 13 de Julho.


Foz do riacho assoreada em Atalaia Nova
Foto tirada no dia 27 de fevereiro de 2014

O turismo de Sol e Praia não se restringe somente à Praia da Costa. Muitos turistas vão ao Bairro de Atalaia Nova durante o período do carnaval e festas de final de ano, além pequena extensão de praia da Atalaia Nova, lá você pode contemplar um belo pôr do sol ao fundo da capital sergipana.  Logo abaixo tem uma imagem da segunda-feira de carnaval, turista na praia da Atalaianha.


Praia de Atalaianha, Atalaia Nova, Barra dos Coqueiros-SE
Foto tirada dia 03 de março de 2014

Sim, não vá pensando que quando chegar em Atalaia Nova vai ter uma pessoa com saxofone te esperado pra tocar pra você curtir um pôr do sol, aquilo na reportagem foi uma casualidade e outra coisa o passeio de charrete promovido na reportagem é perigoso, o trajeto percorrido não oferece nenhuma segurança, não há trafego de pessoas e nem de veículos naquela estrada, ela só server como estrada de escoamento de drogas e muitos foragidos da justiça a usam para se esconder e fugir. A ideia da charrete é boa, pena que o governo municipal não incentiva e nem promove essa prática, a estrada tem um ar agradável cercada por manguezais e por sitio de coqueiros (até agora).

Estrada de barro que liga a Barra dos Coqueiros ao Bairro de Atalaia Nova
Foto tirada em novembro de 2012

A praia do Jatobá que fica no povoado com o mesmo nome, também é outra praia bem visitada, sendo a maioria dos frequentadores dos municípios de Santo Amaro das Brotas e Maruim, nesse povoado também fica o Porto de Sergipe e o Parque Eólico, com 23 torres de 100 metros de altura cada uma, muitos turistas vão lá só pra conhecer de perto as grandes hélices geradoras de energia (que ninguém vê pra onde vai).


Duas torres do Parque Eólico com o Porto de Sergipe ao fundo da imagem 
Foto tirada em novembro de 2012

A praia da Capuã que passou na reportagem, essa fica entre a cidade de Barra dos Coqueiros e o povoado Jatobá, passando de veiculo você passa que não vê a entrada, a praia é inacessível para veículos, e não há lugar para estacionar nas proximidades da praia. Uma dica, só vá nela se conhecer alguém da localidade.

Caminho da praia de Capuã 
Foto tirada em março de 2013

Visto o turismo de Praia e Sol  vamos mudar de seguimento.

Outro seguimento turístico é o Turismo de Negócios e Eventos, explorado na Ilha de Santa Luzia pelo Prodigy Beach Resort & Conventions Aracaju, como podem ver no nome, ele não leva a Barra dos Coqueiros, apesar de estar situado lá, mas o endereço apresentado é igual aquele da matéria da globo.

"Turismo de Negócios & Eventos compreende o conjunto de atividades turísticas decorrentes dos encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social”. (MTur)

Imagem área do Prodigy Beach Resort & Conventions Aracaju

Nesses eventos o turista entra e sai da cidade sem conhecer a cultura e os costumes da Barra dos Coqueiros, até querem mas a município não oferece nada (agora tem o CARANGUEJASO COZIDO pra tirar foto, somente isso), os turistas vão para a capital sergipana, conhecem a orla de Atalaia, orla pôr do sol no Mosqueiro e o centro comercial/histórico da capital e compram lembranças, pois nesses locais tem muitos atrativos como culinária e artesanato local. Na Barra a cultura só é apresentada durante amostras promovidas por empresas, governo do estado e também durante os festejos juninos e dia da padroeira pela prefeitura (mostrando uma cultura de propaganda). Durante todo o ano isso não é incentivado.

Por falar em tradição e cultura a Barra tem a fama de ser terra dos Coqueiros, antes da especulação imobiliária, a Barra era um grande produtor da monocultura do coco-da-baia, fruto do coqueiro, foi o que deu o nome a cidade de Barra dos Coqueiros.

Catadoras de Mangaba


A especulação imobiliária também está acabando com outro fruto que promove a cultura e a tradição das catadoras de mangaba. A mangaba, fruto da mangabeira, planta nativa do Brasil, tipica do bioma da Caatinga, encontrada em fisionomias do Cerrado e abundante em todos os tabuleiros e nas baixadas litorâneas da região Nordeste, onde se obtém a quase totalidade dos frutos colhidos no país; os estados da Paraíba, Bahia e Sergipe. Sergipe é o maior produtor de mangaba do pais, e o município de Barra dos Coqueiros o maior produtor do estado e do Brasil. As catadoras de mangabas são as responsáveis pela colheita desse fruto e pelo beneficiamento. Para quem não sabe, as catadoras são protegida por lei estadual.

"O GOVERNADOR DO ESTADO DE SERGIPE: Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado aprovou e que eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º. O Estado de Sergipe reconhece as catadoras de mangaba como grupo culturalmente
diferenciado, que devem ser protegidas segundo as suas formas próprias de organização social, seus territórios e recursos naturais, indispensáveis para a garantia de sua reprodução física, cultural, social, religiosa e econômica.
Parágrafo único. O auto-reconhecimento como catadoras de mangaba é o critério fundamental para a efetivação do estabelecido pelo caput.
Art. 2º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Aracaju, 16 de dezembro de 2010; 189º da Independência e 122º da República."LEI Nº 7.082

Apesar de serem protegias por lei, são negligenciadas pela poder público municipal que só prometem e nada mais. Me lembro de uma promessa feita pelo secretário da turismo da Barra dos Coqueiros no fecebook (isso foi no inicio de 2013), ele prometeu que iria colocar um placa na entrada de acesso de barro na estrada de mais ou menos um quilômetro até a associação das catadoras de Barra dos Coqueiros (diz ele que só estava esperando a burocracia da licitação para ser feita a placa).

"Já conversei e sempre estou inserindo esse grupo, nas atividades, divulgando e dando apoio. A placa que eu prometi está em andamento, Infelizmente demora um pouco, são um pouco mais de 45 dias a licitação da publicidade, Creio que em junho já esteja resolvido, e as placas, folders e etc. Esse material começo a ser confeccionado e entregue!"Comenta no dia 06 de maio de 2013 o Secretario Tinho Martins Adailton em Rede Social

Hoje, depois de quase um ano após a promessa, elas não tem a placa e a estrada foi feita somente 50 metros (e já está concluída, segundo a prefeitura). Mas o CARANGUEJO COZIDO, esse não sei se teve licitação, bom, mas enfim ele está lá feito com placa e tudo!

A mangaba também está sendo usada na alimentação escolar, servindo como alimento para muitos estudantes da rede pública de alguns municípios de Sergipe na forma de bolinho e biscoitos a Barra é responsável pela produção de 3.400 bolinho de mangaba  por mês.

"Agora são três municípios do Estado de Sergipe contemplados com os alimentos da Mangaba na Merenda Escolar. Nesta semana foi aprovado pela Secretaria de Educação do município de Indiaroba a contratação dos alimentos das Mulheres Extrativistas destinados à Alimentação Escolar." Infonet

Vou mostrar o acesso e a estrada para a associação que fica no povoado Capuã, mostrar também e os produtos que elas produzem.



Entrada de acesso a Cooperativa das Catadoras de Mangaba de Barra dos Coqueiros. Rod. SE 100 
Foto tirada em 27 de fevereiro de 2014

Como podem ver na foto acima, não há nada indicando que ai é a entrada de acesso a unidade de produção das Catadoras.


Estrada de acesso a cooperativa das Catadoras de Mangaba 
Foto tirada em 27 de fevereiro de 2014
A estrada acima tá bonitinha e tudo mais, mas ela não foi terminada e os moradores da localidade já perderam a esperança quanto ao termino. Veja na foto abaixo o fim da estrada.


Estrada de acesso a cooperativa das Catadoras de Mangaba 
Foto tirada em 27 de fevereiro de 2014


Após 50 metro a estrada continua, mas é feita de areia e de casta de coco, veja na foto abaixo.



Estrada de acesso a cooperativa das Catadoras de Mangaba 
Foto tirada em 27 de fevereiro de 2014

Chegando lá na cooperativa o turista encontrará senhoras super atenciosas, educadas e com muitas histórias sobre a cultura da mangaba para contar. O turista sairá deslumbrado com o tanto de guloseimas que é feito com a mangaba e outros frutos da restinga, além é claro, da possibilidade de levar como lembrança produtos tradicionais de Barra dos Coqueiros e de Sergipe.



Placa fixada na entrada da casa usada pela cooperativa
foto tirada em  março de 2013


Compota e licor de Mangaba feito na cooperativa
Foto tirada em março de 2013


Compota de murici feito pela cooperativa
Foto tirada em  março de 2013 

Não precisa muito esforço para desenvolver e atrair turistas para conhecer a cooperativa, não sei porque a prefeitura ainda não colocou uma simples placa no local.

Em maio de 2013 levei e apresentei o grupo Aracaju Pedal Livre, do qual sou um dos monitores, para a cooperativa das catadoras de mangaba, eles gostaram do que encontraram, todos desconheciam a existência das catadoras de mangaba na Barra dos Coqueiros, até mesmo um morador que circulava pela rodovia SE-100 há anos não sabia da existência delas.


"A muitos anos , aproximadamente uns 10, que trafego por esta estrada, e somente a pouco mais de 15 dias através do Rafael Barbosa é que tive conhecimento desta cooperativa. Nem uma minuscula placa indicativa existe...." Comenta Francisco Guanabara em uma rede social

Escreve Aline Medeiros em um grupo do facebook que trata sobre a Barra dos Coqueiros

"Domingo, 05 de maio de 2013, os ciclistas do grupo Aracaju Pedal Livre visitaram a cooperativa das Catadoras de Mangaba da Barra dos Coqueiros, localizada no povoado Capuã. Conhecemos as histórias e a luta dessa mulheres que vivem do cultivo da mangaba e frutos da restinga. São merecedoras de reconhecimento da administração pública deste município, pois muitos passam pela rodovia, mas como não há nenhuma placa indicativa, o local passa despercebido por estar locado adentro da vegetação. São moradoras que residem em Barra dos Coqueiros, nativas e vivem do que a terra esta oferece. Com a especulação imobiliária, o fruto pode não existir mais no município e essa cooperativa pode acabar. Cadê o incentivo às coisas que são daqui?"

   
Ciclistas arrumando as bicicletas
Foto tirada em maio de 2013


Ciclistas conhecendo os produtos feito na cooperativa
Foto tirada em maio de 2013


Foto com as catadoras de mangaba pra lembra desse momento

Quero com esse poster cobrar uma posição da prefeitura perante ao descaso com as catadoras, que a muito tempo estão ai vivendo de promessas, e só não caem no esquecimentos porque a comunidade acadêmica está sempre levanto tema em monografias, teses de mestrado e doutorado. Também quero cobrar uma posição da administração com o descaso do manguezal de Atalaia Nova.

O problema da prefeitura de Barra dos Coqueiros é igual ao da maioria das cidades brasileiras, de muitos estados e o do próprio país. Aqui se valoriza as festas (PÃO E CIRCO), medidas paliativas são tomadas para se revolver problemas eternos, que continua servindo como palanque para todas as eleições. Muda ano, mais os problemas estão ai para serem mais uma vez prometidas soluções.

A cultura só é lembrada para mostrar ao turista de outra cultura, que aqui também existe, mais a mesma não devidamente valorizada. O Brasil só é cultural e bonito no Globo Repórter e em outros programas de outras tvs com o mesmo gênero. A miséria é só mais um problema cultural e pra aliviar esse problema as Tvs fazem questão de mostrar como a África é pior e nossos problemas são menores do que os deles.

E assim  continuamos sempre a esperar um salvador para nosso problemas.

Dúvidas, reclamações e sugestões comentem ou mandem e-mail. 

Consequência da construção da obra do Bairro 13 de Julho.

Série Especial: (2) A quem interessa apagar a história das catadoras de mangaba da Barra dos Coqueiros?

 2 - Festival da Mangaba: quando a celebração substitui a política pública Quando faltam políticas públicas, sobra palanque. É mais fácil in...