sábado, 20 de agosto de 2022

Diario de um Furtado - Parte 13 - Final

  

Dia 86 – Tudo resolvido

20/08/2022

         O sinistro foi aberto no mesmo dia do ocorrido e finalizado pela seguradora em 19/08/2022. No dia seguinte, o valor da indenização foi depositado em minha conta.

        Por se tratar de uma seguradora conhecida, o processo não foi excessivamente burocrático. O mais desgastante não foi a análise em si, mas o tempo sem respostas claras e a comunicação automatizada — falar com máquinas, digitar opções, aguardar retornos. A ausência de um corretor próximo para orientar, esclarecer dúvidas e trazer tranquilidade fez diferença.

        Mesmo assim, o fluxo foi organizado: abertura, envio de documentos, análise e finalização. Cumpridas as exigências — pagamento de débitos, envio do DUT com firma reconhecida, documentação completa — a indenização foi liberada conforme previsto na apólice, seguindo a tabela FIPE vigente.

Mais do que receber o dinheiro, ficou o aprendizado:

  • Entender prazos evita ansiedade desnecessária.

  • Conhecer cada etapa do processo reduz insegurança.

  • Organização documental acelera soluções.

  • Ter orientação profissional faz diferença em momentos de estresse.

No fim, percebi que seguro não é apenas sobre indenização. É sobre previsibilidade. É sobre transformar um prejuízo imprevisível em um problema administrável.


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 12

 

Dia 40 – A Decisão Final

04/07/2022

Acordei decidido. Seguiria as orientações da seguradora.

    Reuni toda a documentação, paguei a parcela que estava para vencer, quitei taxas pendentes e enviei tudo via Sedex. Percebi que esperar poderia gerar mais despesas e prolongar ainda mais a burocracia.

Sinistro Liberado – Como Receber a Indenização

Valor da indenização:
R$ 16.000,00 (100% da Tabela FIPE de maio, conforme regras da apólice)

Deduções:
R$ 566,32 referentes a parcelas do seguro (valor atualizado no momento do pagamento)

Pendências:
1 multa em fase de notificação (R$ 293,47)
IPVA e demais débitos continuam sendo responsabilidade do proprietário até a data do sinistro.


Procedimentos principais:

✔ Conferir valores e pendências
✔ Preencher corretamente o DUT/CRV
✔ Reconhecer firma por autenticidade em cartório
✔ Quitar multas e impostos
✔ Separar documentação exigida
✔ Enviar por Sedex ou agendar retirada
✔ Aguardar análise (até 48h úteis após recebimento)

Importante:
A indenização pode ser suspensa caso o veículo seja localizado antes da conclusão do processo.

No meu caso, o veiculo foi encontrato, mas não foi identificado, para o sistema do detran, o veiculo ainda não foi localizado.


  Dica

Seguro não é gasto — é proteção patrimonial e emocional. Avalie sempre as condições da apólice antes de precisar dela.



quarta-feira, 15 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 11

Do Dia 14 ao Dia 21 – A Fase da Espera

 Dia 14 – 08/06/2022

Nenhuma novidade.

A sensação era de que o processo estava parado — ou andando em um ritmo invisível para quem espera do lado de fora.


Dia 15 – 09/06/2022

Novamente, nenhuma novidade.

Comecei a perceber que o impacto inicial do furto já tinha passado. Agora o que pesava era a indefinição.


Dia 16 – 10/06/2022

Ao ver os stories no Instagram, soube que um amigo também teve a moto furtada na região sul de Aracaju, proximo ao shopping Jardins, local próximo de onde a minha foi levada.


Dia 17 – 11/06/2022

Nenhuma novidade.

O silêncio administrativo começa a desgastar mais do que o próprio prejuízo material.


Dia 18 – 12/06/2022

Nenhuma novidade.

A espera já não é ansiosa — é cansativa.


Dia 19 – 13/06/2022

Liguei para a delegacia para saber sobre o andamento do processo. A resposta foi a mesma: nada.

A cada dia que passa, bate um desânimo. Não é falta de esperança — é a percepção de que o tempo do cidadão não é o mesmo tempo do sistema.


Dia 20 – 14/06/2022

Nenhuma novidade.

Às vezes, o silêncio também comunica algo: que não há prioridade.


Dia 21 – 15/06/2022

Decidi deixar na mão da Justiça e estabelecer um prazo pessoal: aguardaria um mês após o ocorrido para dar entrada definitiva na indenização do seguro.

Mas havia um detalhe: período junino. Sabemos que, nessa época, muitos processos desaceleram. Isso me fez refletir se esperar seria apenas prolongar o inevitável.

A decisão começava a se desenhar.


Dica

Defina um prazo máximo para esperar antes de tomar decisões importantes. Esperar indefinidamente gera desgaste emocional e financeiro.






terça-feira, 7 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 10

 

Dia 13 – O Encontro no Pátio

07/06/2022

        A ideia inicial era ir à tarde a uma corretora da Honda, no centro de Aracaju. Saí de casa com esse propósito. Mas, pedalando pela Avenida Rio de Janeiro, pensei: “Vou dar uma passada na delegacia onde a moto deve estar.”

        Chegando lá, encontrei o meu já conhecido segurança/recepcionista/telefonista. Perguntei se a moto havia chegado. Ele respondeu:

— Tem uma Bros azul ali na frente. Vá ver se é a sua.

Fui conferir.

Era.

        Estava praticamente do mesmo jeito que deixei. Apenas com outra placa. A sensação foi estranha — um misto de alívio e impotência. Ela estava ali, tão perto, mas ainda distante de mim por causa dos trâmites legais.

        Voltei até ele e confirmei. Disse que agora era aguardar a perícia. Oficialmente, o prazo é de 15 a 30 dias. Extraoficialmente, segundo ele, pode levar de dois a três meses.

        Com essa informação, comecei a avaliar os próximos passos: manter a moto e enfrentar a burocracia ou acionar o seguro e encerrar o processo de forma mais rápida.

        Depois dali, segui para a concessionária para entender melhor as implicações de remarcação de chassi, desvalorização e eventuais custos futuros.

Nada de novo nas informações.

Dica:

Antes de decidir entre ficar com o veículo recuperado ou acionar o seguro, avalie tempo, custos e desvalorização. Nem sempre a recuperação física significa a melhor decisão financeira.


segunda-feira, 6 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 9

 Dia 12 – O Dilema

06/06/2022

Segunda-feira.

            No trabalho, os colegas perguntaram sobre a situação da moto. Contei sobre a ajuda do meu chefe, que buscou informações com um antigo colega da polícia. Um outro colega do trabalho, que também já foi policial, comentou que eu tive sorte. Disse que já presenciou situações em que policias pediam “ajuda” pelos serviços prestados na localização de veículos.

            Confesso que prefiro manter a visão romântica das forças de segurança do meu pequeno estado. Quero acreditar que a maioria trabalha de forma correta, dentro da legalidade, mesmo diante das dificuldades estruturais.

Pensei que seria apenas mais um dia comum de espera...

Mas, perto do meio-dia, recebi um e-mail da seguradora com a seguinte mensagem:
Seu sinistro está liberado!

        Era o sinal de que eu poderia dar entrada na documentação para transferência do veículo à seguradora e, assim, receber a indenização conforme a Tabela FIPE. Para isso, deveria quitar impostos e multas pendentes antes da liberação do pagamento.

            Pela tabela vigente, eu receberia mais de R$ 16 mil.
Detalhe curioso: quando comprei a moto, ela valia cerca de R$ 13 mil. Após quatro anos — e em meio à crise econômica que supervalorizou veículos usados — ela estava avaliada em aproximadamente R$ 3 mil a mais do que paguei.

E aí surgiu o dilema:

Aceitar a indenização:
Fico com o dinheiro, mas preciso desembolsar mais R$ 4 a R$ 5 mil para adquirir uma moto nova.

Ficar com a moto recuperada:
Regularizar, aguardar perícia, enfrentar burocracia, possível remarcação de chassi, perda de valor de mercado — porém gastar menos no curto prazo.

Não era apenas uma decisão financeira. Era também emocional e prática.

            Enquanto isso, penso também no trabalho da CPTRAN/GETAN e das equipes que atuam na recuperação de veículos. Muitas vezes vemos apenas o resultado — a abordagem, a apreensão — mas não enxergamos a complexidade da cadeia burocrática que vem depois.

            Amanhã pretendo ir à concessionária para entender melhor os trâmites do seguro e calcular, com mais clareza, o custo-benefício de cada escolha.

Dica:
Quando surgir um dilema financeiro, coloque tudo no papel. Compare prazos, custos, desvalorização e impacto emocional. Nem sempre a opção aparentemente mais barata é a mais vantajosa no longo prazo.


domingo, 5 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 8

 

Do dia 03 até o dia 05 -  O tempo passa

Dia 9 – O Valor do Conhecimento

03/06/2022

        Conversando sobre tudo que vinha acontecendo, percebi algo que incomoda: muitas vezes, para que um processo ande com mais agilidade, é preciso ter conhecimento — seja técnico, seja pessoal — dentro do órgão responsável.

        Não deveria ser assim. O acesso ao serviço público deveria funcionar da mesma forma para todos. Mas, na prática, entender os caminhos, saber a quem perguntar e como perguntar faz diferença.

        Essa experiência está me ensinando não apenas sobre furto de veículo, mas sobre funcionamento institucional, limites estruturais e a importância da informação.


Dia 10 – O Silêncio
04/06/2022

Sábado. Em casa.

Nenhuma novidade.

        O silêncio também faz parte do processo. Às vezes, a ausência de informação gera mais ansiedade do que uma resposta negativa.

Mas sigo aguardando.

Dia 11 – Adaptando a Rotina
05/06/2022

            Domingo de atividades ao ar livre. Natureza, deslocamentos por aplicativo e transporte intermunicipal.

            A rotina muda. A dependência do próprio veículo faz falta, mas também ensina adaptação.

            Cada dia longe da moto reforça a importância da mobilidade, mas também mostra que é possível reorganizar a vida enquanto as coisas não se resolvem.

Sigo aguardando os próximos capítulos dessa história.

Dica: 

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 7

 

Dia 8 – Quando o Sistema Depende de Pessoas

02/06/2022

        Acordei com aquele pensamento já conhecido: as coisas no serviço público não andam no ritmo que o cidadão espera — especialmente quando ele não conhece ninguém “lá dentro”.

        Cheguei ao trabalho como numa manhã qualquer. Meu chefe perguntou sobre a ida à delegacia. Relatei toda a situação, os prazos indefinidos, as informações desencontradas e a ausência de respostas concretas.

           Ele, que já foi da Polícia Civil, achou a situação um absurdo. Na mesma hora ligou para um antigo colega que ainda está na ativa. Descobrimos que ele não estava mais lotado em Aracaju, mas sim no interior. Mesmo assim, pediu que eu enviasse o Boletim de Ocorrência. Encaminhei pelo WhatsApp.

        Ele disse que iria verificar o andamento e tomar providências dentro do possível.

        Pouco depois, meu chefe me atualizou: o problema da demora poderia estar relacionado à falta de guincho para transportar os veículos entre delegacias. A informação era que estavam sem viatura adequada para esse deslocamento, mas que providenciariam uma solução.

Ou seja, não era apenas burocracia. Era também estrutura.

Acompanhe seu caso ativamente. Ligue, pergunte, peça informações. Às vezes, um simples acompanhamento já coloca o processo novamente em movimento.

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 6



Dia 7 – O Labirinto da Burocracia

01/06/2022


    Às 8h30 da manhã liguei para a delegacia especializada. O recepcionista/segurança/telefonista atendeu e transferiu para o setor responsável. Ninguém atendeu. A ligação voltou para ele, que pediu para eu ligar novamente em meia hora.

Liguei às 9h20. O mesmo roteiro.

    Depois disso, liguei para a delegacia onde a moto havia sido inicialmente levada. As informações foram confusas. Disseram que veículos recuperados seguem para a delegacia especializada. Ou seja, eu teria mesmo que resolver tudo lá.

    Alguns amigos que já foram da polícia comentaram algo desanimador: “Às vezes é melhor quando roubam e não encontram, porque a burocracia pode demorar meses.” Confesso que fiquei preocupado. Espero que não seja assim.

    Após o almoço, peguei a bicicleta e fui até a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos. Cheguei por volta das 15h40. Segundo informações anteriores, o expediente iria até às 18h.

Porta fechada...

    Olhei pelo vidro, não vi ninguém. Liguei para o telefone da delegacia. O mesmo segurança/recepcionista/telefonista atendeu. Acenei pelo vidro mostrando que estava do lado de fora. Ele foi atencioso e demonstrou grande conhecimento do funcionamento interno — já estava ali há anos e conhecia bem o “modus operandi” da burocracia.

            Contou que havia uma moto no local há cerca de 17 dias aguardando procedimento. A minha, com 5 dias de recuperação, sequer tinha chegado ali ainda.

        Segundo ele, quando a moto chegar, passará por vistoria da Polícia Técnica para confirmar a identificação. O laudo pode levar no mínimo 30 dias para sair. Após isso, a delegacia entra em contato informando oficialmente a identificação. Com o laudo em mãos, o proprietário deve ir ao Detran para remarcação do chassi.

Tempo estimado total: de dois a três meses.

Enquanto isso, o veículo fica exposto ao sol e à chuva, parado no pátio, sofrendo desgaste.

        Ele ainda comentou que, financeiramente, pode ser mais vantajoso acionar o seguro, devido à demora e à desvalorização. Após a remarcação, o documento passa a constar a sigla “RM” (Remarcação), o que pode impactar no valor de mercado do veículo. No meu caso, não tenho intenção de vender, mas é uma informação relevante.

            Antes de partir, aproveitei o vasto conhecimento para tirar outras dúvidas... Uma amiga teve a moto tomada de assalto faz mais de um ano e nada moto aparecer… Ele disse quando a moto é encontrada e identificada a polícia entrar em contato com o proprietário, mas é bom o número tá atualizado para isso. 

            Saindo de lá, fui até a delegacia onde a moto estava fisicamente. Apenas o segurança atendeu e informou que o atendimento ocorre pela manhã.

Conclusão do dia: aparentemente, os órgãos funcionam melhor no turno matutino — pelo menos para quem precisa de informação.

A sensação não é mais de perda. É de estar dentro de um labirinto burocrático.


terça-feira, 31 de maio de 2022

Diario de um Furtado - Parte 5

 

Dia 5 e 6  – A Espera Cansa - A Burocracia e a Chuva

Dia 5 - A Espera Cansa

30/05/2022

Nada aconteceu.

Pensei em ir à delegacia à tarde para demonstrar que continuo acompanhando o caso, mas a chuva foi intensa e não consegui sair. Às vezes, a sensação de impotência é maior do que o prejuízo material.

A ansiedade começa a aparecer. A moto foi encontrada, mas ainda não está comigo. E enquanto a burocracia corre, a rotina segue a pé, de bicicleta ou dependendo de terceiros.

Aprendi que, em situações assim, paciência não é virtude — é necessidade.


Dia 6 – A Burocracia e a Chuva


31/05/2022

Saí de casa com o B.O. e o CRLV em mãos. A intenção era resolver algo após o trabalho.

Ao meio-dia, liguei antes para não dar viagem perdida. Informaram que nenhuma moto havia chegado ainda e que talvez chegasse na quinta-feira. Pediram para eu ir na sexta. Achei estranho.

Liguei então para a delegacia especializada. Disseram que só haveria atendimento a partir das 14h30 e que o expediente ia até as 18h. Planejei ir às 16h.

Antes de sair de casa, liguei novamente. Não havia ninguém para atender. Com a chuva forte e a incerteza da informação, decidi não ir.

Nesse momento percebo que o maior desafio não é o furto — é a falta de comunicação clara entre setores.

A moto foi encontrada rapidamente. Agora começa a maratona administrativa.

✅ Dicas

  • Tenha paciência com os prazos institucionais. Insistir é importante, mas entender o tempo dos trâmites ajuda a manter o equilíbrio emocional.
  • Sempre ligue antes de se deslocar a órgãos públicos. Confirme horários e disponibilidade. Isso evita desgaste e deslocamentos desnecessários.

domingo, 29 de maio de 2022

Diario de um Furtado - Parte 4

 

Dia 4 – Informação é Poder

29/05/2022

Domingo chuvoso. Aproveitei a manhã para pesquisar como regularizar um veículo recuperado após furto em Sergipe. Depois de buscar informações em diferentes fontes, organizei um passo a passo para não me perder na burocracia.

✅ Passo a passo para regularização em Sergipe


1️⃣ Obter o Termo de Restituição
É indispensável ir à delegacia para solicitar o Termo de Restituição. Esse documento comprova oficialmente que o veículo foi recuperado e devolvido ao proprietário.
⚠️ Mesmo que o veículo tenha sido recuperado por conta própria, é obrigatório comunicar à polícia.

2️⃣ Realizar a Vistoria Veicular no DETRAN-SE
Com o termo em mãos, é preciso fazer a vistoria de identificação veicular.
Objetivo: verificar se houve adulterações (chassi, placa, motor etc.).
Ao final, é emitido um laudo de vistoria.

3️⃣ Solicitar a retirada da restrição no DETRAN-SE
Comparecer ao Detran ou CEAC com:
  • Termo de Restituição
  • Laudo de Vistoria
  • Documento oficial com foto

Esse passo é fundamental para retirar a restrição de roubo/furto do sistema Renavam e evitar abordagens futuras pelo cerco eletrônico.

4️⃣ Retirada do veículo (se estiver em pátio)
Caso o veículo esteja recolhido, o resgate só deve ocorrer após atualização no sistema.
Existe discussão jurídica sobre isenção de taxas de guincho e pátio quando o proprietário não deu causa à apreensão (caso de furto/roubo).

Percebi que recuperar o veículo é apenas metade da batalha. A outra metade é documental.

✅ Dica:

Pesquise antes de agir. Conhecer o procedimento evita deslocamentos desnecessários, perda de tempo e informações desencontradas.


sábado, 28 de maio de 2022

Diario de um Furtado - Parte 3

 

Dia 3 – A Recuperação

28/05/2022


Começou mais um dia, havia iniciado o diário às 09:50 dizendo que nada de novo sobre a moto tinha acontecido. Coloquei o celular pra carregar, ele tá viciado, deixei carregando até às 10:58, quando vi uma ligação perdida às 10:56, retornei a ligação, visto que dessa vez havia um número com DDD de Sergipe.

Na ligação

A pessoa ao telefone se identificou como agente de segurança pública, informou que a moto foi encontrada na rodoviária nova, bairro capucho, zona oeste, também informou que a moto foi adulterada, chassis raspado e placa trocada. A moto e o suspeito foram encaminhados para 3ª delegacia que fica no bairro Maracaju, zona norte da cidade, de imediato liguei para um amigo me buscar e me levar para a delegacia, Chegamos na delegacia às 11:45.


Fui bem recepcionado pelos agentes de segurança pública, tanto os PM que capturam o suspeito como os agentes civis que estavam fazendo o inquérito investigativo sobre o crime de receptação de produtos roubados.

Apresentei o B.O da ocorrência de furto e o documento da moto, assim como minha habilitação, mostrando que a moto é minha e está em meu nome. Identificado, agora era só aguardar.

O tempo passa e lá se vai uma hora e meia, antes dos agentes irem almoçar ou a troca de platão, não sei. Um dos agentes falou comigo sobre a espera para conversar com o delegado de plantão, antes dele ir, quis tirar algumas dúvidas sobre os passos que tinha que dar para resolver o meu problema, documentação da moto, seguro e etc.

Ele havia informado que talvez eu saísse com o documento permitindo que circulasse com o veículo e ficasse responsável de levá-lo até a delegacia de roubo e furto para ser feita a perícia. E que na delegacia especializada iria receber um documento para ir ao detran para regularizar a situação da moto.

Minutos depois, perto das 15:00 horas, outro agente recém chegado na delegacia e a par da situação foi perguntar o que eu estava esperando, narei a informação já passada por outro agente. O agente recém chegado informou que não era esse o caminho, disse que eu iria receber uma intimação para comparecer na 8ª delegacia para dar meu depoimento, visto que a moto foi recuperada naquela região, a oitava fica na zona oeste no bairro capucho, de lá eles vão chamar um perito da delegacia de roubo e furto para fazer a perícia na moto, e que talvez de lá ela fosse encaminhada para essa delegacia. Disse o agente que nada poderia fazer ali, disse que iria receber essa intimação na segunda, mas que eu fosse na terça ver como anda o caso. Fui com meu amigo rumo a oitava, até aquele momento não conhecíamos a localização de tal delegacia. Chegamos e nada poderia ser feito nesse dia, só aguardar até segunda.


Agora sei onde fica a delegacia.


Chegando em casa, fiz uma postagem informando que a moto foi encontrada e agradeci a todos pela ajuda no compartilhamento do meu ocorrido.


Para finalizar o dia, que não está finalizado… Mas não há nada a acrescentar sobre o furto. Quero agradecer a todos mais uma vez, agradecer a meus amigos próximos e distantes, aos conhecidos e desconhecidos que já sofreram esse tipo de crime, agradecer aos agentes de segurança pública, inclusive os PM e Guardas municipais, sem esquecer dos investigadores da polícia civil.


Vamos para os passos da regularização nos próximos capítulos

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Diário de um Furtado – Parte 2

 

Dia 2 – A Espera e a Reflexão

27/05/2022


Voltei a usar a bicicleta como meio de transporte. A rotina continua, mesmo quando algo parece fora do lugar.

Fui até uma agência da seguradora para buscar orientação presencial. A resposta foi clara: é preciso aguardar os trâmites. Percebi, na prática, a importância de ter um corretor de seguros para intermediar essas situações.

À noite, saí para pedalar com um amigo. Oficialmente para espairecer. Extraoficialmente, para observar áreas próximas ao local do furto. Entre conversas e hipóteses, fiz uma previsão intuitiva: a moto seria encontrada em menos de cinco dias. E inteira.

Era apenas um pressentimento. Mas algo me dizia que essa história ainda teria reviravolta.


Dica do Dia 2:

Tenha sempre cópias digitais dos documentos do veículo e do seguro. Em situações de emergência, isso agiliza muito os procedimentos e reduz o stress.


quinta-feira, 26 de maio de 2022

Diário de um Furtado – Parte 1

 Dia 1 – O Choque e o Golpe

26/05/2022

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O objetivo deste diário é relatar a minha situação particular, que pode também ser a de outras pessoas que tenham o seu bem furtado, para que não caiam em golpes.
Não aceite negociar com criminosos. Além de poder ficar sem o veículo, corre o risco de perder também o dinheiro pago como suposto “resgate”.

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Na manhã do dia 26 de maio do ano de 2022, me arrumava para ir ao trabalho depois de uma noite bem chuvosa e de fortes ventos, uma ótima noite pra dormir. Parecia mais um dia comum nesta manhã, apenas parecia, quando vou pegar a minha moto, que ficava em via pública no conj. Médici, bairro Luzia, Cidade de Aracaju. Quando chego no local que ela estava, que era o local que visualizava sempre de onde estava pernoitando, do nada “cadê ela(moto)?” oxe, levaram minha moto? O primeiro impacto foi de incredulidade, mas os riscos eram existentes, mas a gente pensa que essas coisas não vão acontecer com a gente, até acontecer. De acordo com informações da Secretaria Pública do Estado de Sergipe, 255 ocorrências por furto e roubos de veículos foram registrados na Região Metropolitana da Grande Aracaju no primeiro semestre de 2021. A matéria fala que nesse período houve queda, imagina como estão as estatísticas agora depois de cessadas as medidas restritivas? Bom, essa foi a única informação jornalista encontrada para embasar minha situação de risco.


Depois de cair a ficha da situação em que me encontrava, deixei meu capacete, visto que não iria usar naquele momento e peguei um uber para a delegacia especializada nesse tipo de crime, fiz a ocorrência, agora sou mais um número nessa estatística, a ocorrência foi simples e objetiva.

Foi um furto, os detalhes são poucos. Voltei pra casa de posse do B.O, e liguei para a seguradora, que por sinal fui mal orientado passando de aperte 5 para isso e aperte o 2 para aquilo, nessa hora vejo a importância de um corretor de seguros, ainda estou em processo de averiguar melhor essa importância, espero que até o DIA 5 tenha uma resposta mais sólida e seja melhor atendido/orientado, essa parada de ser intermediada por maquinas, e-mail e protocolos é novo, primeira vez que estou enfrentando isso. E concomitante a isso foi viralizada foto da moto com meu contato nas redes sociais( Instagram, Facebook e whatssap).Agradeço a todos por essa corrente de apoio.

Poucas horas depois da ocorrência registrada recebo uma ligação de um número privado, mas não atendi, depois de refletir e responder a alguns amigos na internet sobre o ocorrido decidir ir ao trabalho iria acontecer um evento nesse dia a tarde, no trabalho recebo outra ligação de um número privado, ligação feita para meu número que apenas meus amigos antigos tem, número cadastrado em alguns site, tipo DETRAN e outros órgão, lembrando que o contato divulga em rede não era esse número, fiquei assustado e confuso com essa situação.

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A ligação 


O telefonista do Crime - Boa tarde, senhor Rafael? Com sotaque paulista

Eu - Sim, você tá falando com ele!

O telefonista do Crime - Sobre a moto.

Eu - eu perguntei, Acharam ? Nessa hora pensei que se tratava da polícia ou algo do tipo, ou algum informante, lembrando que esse número NÃO estava sendo divulgado.

O telefonista do Crime - O senhor está na delegacia agora ?

Eu - Não, já estive logo cedo.

O telefonista do Crime - Então, a gente não tem interesse em ficar com sua moto, a gente quer devolver , mas o senhor vai ter que pagar uma recompensa por ela.

Eu - É mesmo? mas como vou saber se de fato você está com minha moto?

O telefonista do Crime - pelo chassis - você tá com o documento dela?

Eu - Não, tá em casa, vou ligar pra alguém me passar ele via whatssap

O telefonista do Crime - Certo, vou aguardar na linha.

Eu - Vou ligar pra outra pessoa, pra isso vou ter que desligar, depois você retornar

Liguei para meu irmão pra saber se ele passou o numero da operadora claro pra alguém, falei a situação para meu chefe que já foi delegado, ele mandou que eu fosse na delegacia ver isso.

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Chamei um uber, e voltei a delegacia, chegando lá esperei mais um pouco, assim também estava um senhor recém furtado, só que um carro.

Depois de alguns minutos conversando com o Investigador de Polícia sobre o ocorrido.

Quando falei da possibilidade do acesso às informações cadastradas no banco de dados, ele informou que pode ter vazamento de informação por alguma polícia pelo Brasil afora, quando se lança no sistema esse tipo de ocorrência, todas as polícias são notificadas e têm acesso ao sistema.

Durante a conversa o telefone toca com o número desconhecido, dessa vez é para o meu número que está amplamente divulgado, o inspetor falou atenda se quiser, você vai perder seu tempo, eles não estão com a moto, eles querem pegar o pessoal fragilizado e aplicar um golpe. Vou atender com o viva voz ligado


O telefonista do Crime - Alô, e aí, você falou com meu primo logo cedo, já está com o documento ?

Eu- rapaz, estou, mas como vou saber se você tá com minha moto? Com essas informações de documento é fácil enganar a pessoa, mandar foto, você não vai, então me diga alguma marca que está na moto, onde tem arranhão?

O telefonista do Crime - Sua moto tá com meu primo, vou ver com ele…desligou e até hoje nada.


Minha preocupação agora é que existe vazamento de dados da segurança pública. O pior ainda é saber que pode haver agentes de segurança ou pessoas da seguradora envolvidos nisso, acreditando que não haja esse envolvimento, deve existir algum aplicativo malicioso instalado em algum PC que esteja pegando informações cadastradas nesse sistema de furto e roubo de veículos.


Dica do Dia 1:

Nunca negocie com criminosos. Após registrar o B.O., qualquer contato pedindo dinheiro para devolução do veículo é, quase sempre, golpe. Procure imediatamente a polícia antes de qualquer decisão.




Diário de um Furtado - Parte 2
Diário de um Furtado - Parte 3
Diario de um Furtado - Parte 4



Linha do Tempo Político-Administrativa de Barra Dos Coqueiros

  Município de Barra dos Coqueiros – SE Elevado à categoria de município, Barra dos Coqueiros iniciou sua trajetória político-administrativ...