Dia 8 – Quando o Sistema Depende de Pessoas
02/06/2022
Acordei com aquele pensamento já conhecido: as coisas no serviço público não andam no ritmo que o cidadão espera — especialmente quando ele não conhece ninguém “lá dentro”.
Cheguei ao trabalho como numa manhã qualquer. Meu chefe perguntou sobre a ida à delegacia. Relatei toda a situação, os prazos indefinidos, as informações desencontradas e a ausência de respostas concretas.
Ele, que já foi da Polícia Civil, achou a situação um absurdo. Na mesma hora ligou para um antigo colega que ainda está na ativa. Descobrimos que ele não estava mais lotado em Aracaju, mas sim no interior. Mesmo assim, pediu que eu enviasse o Boletim de Ocorrência. Encaminhei pelo WhatsApp.
Ele disse que iria verificar o andamento e tomar providências dentro do possível.
Pouco depois, meu chefe me atualizou: o problema da demora poderia estar relacionado à falta de guincho para transportar os veículos entre delegacias. A informação era que estavam sem viatura adequada para esse deslocamento, mas que providenciariam uma solução.
Ou seja, não era apenas burocracia. Era também estrutura.
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