Dia 12 – O Dilema
06/06/2022
Segunda-feira.
No trabalho, os colegas perguntaram sobre a situação da moto. Contei sobre a ajuda do meu chefe, que buscou informações com um antigo colega da polícia. Um outro colega do trabalho, que também já foi policial, comentou que eu tive sorte. Disse que já presenciou situações em que policias pediam “ajuda” pelos serviços prestados na localização de veículos.
Confesso que prefiro manter a visão romântica das forças de segurança do meu pequeno estado. Quero acreditar que a maioria trabalha de forma correta, dentro da legalidade, mesmo diante das dificuldades estruturais.
Pensei que seria apenas mais um dia comum de espera...
Mas, perto do meio-dia, recebi um e-mail da seguradora com a seguinte mensagem:
“Seu sinistro está liberado!”
Era o sinal de que eu poderia dar entrada na documentação para transferência do veículo à seguradora e, assim, receber a indenização conforme a Tabela FIPE. Para isso, deveria quitar impostos e multas pendentes antes da liberação do pagamento.
Pela tabela vigente, eu receberia mais de R$ 16 mil.
Detalhe curioso: quando comprei a moto, ela valia cerca de R$ 13 mil. Após quatro anos — e em meio à crise econômica que supervalorizou veículos usados — ela estava avaliada em aproximadamente R$ 3 mil a mais do que paguei.
E aí surgiu o dilema:
Aceitar a indenização:
Fico com o dinheiro, mas preciso desembolsar mais R$ 4 a R$ 5 mil para adquirir uma moto nova.
Ficar com a moto recuperada:
Regularizar, aguardar perícia, enfrentar burocracia, possível remarcação de chassi, perda de valor de mercado — porém gastar menos no curto prazo.
Não era apenas uma decisão financeira. Era também emocional e prática.
Enquanto isso, penso também no trabalho da CPTRAN/GETAN e das equipes que atuam na recuperação de veículos. Muitas vezes vemos apenas o resultado — a abordagem, a apreensão — mas não enxergamos a complexidade da cadeia burocrática que vem depois.
Amanhã pretendo ir à concessionária para entender melhor os trâmites do seguro e calcular, com mais clareza, o custo-benefício de cada escolha.
Dica:
Quando surgir um dilema financeiro, coloque tudo no papel. Compare prazos, custos, desvalorização e impacto emocional. Nem sempre a opção aparentemente mais barata é a mais vantajosa no longo prazo.
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