quarta-feira, 15 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 11

Do Dia 14 ao Dia 21 – A Fase da Espera

 Dia 14 – 08/06/2022

Nenhuma novidade.

A sensação era de que o processo estava parado — ou andando em um ritmo invisível para quem espera do lado de fora.


Dia 15 – 09/06/2022

Novamente, nenhuma novidade.

Comecei a perceber que o impacto inicial do furto já tinha passado. Agora o que pesava era a indefinição.


Dia 16 – 10/06/2022

Ao ver os stories no Instagram, soube que um amigo também teve a moto furtada na região sul de Aracaju, proximo ao shopping Jardins, local próximo de onde a minha foi levada.


Dia 17 – 11/06/2022

Nenhuma novidade.

O silêncio administrativo começa a desgastar mais do que o próprio prejuízo material.


Dia 18 – 12/06/2022

Nenhuma novidade.

A espera já não é ansiosa — é cansativa.


Dia 19 – 13/06/2022

Liguei para a delegacia para saber sobre o andamento do processo. A resposta foi a mesma: nada.

A cada dia que passa, bate um desânimo. Não é falta de esperança — é a percepção de que o tempo do cidadão não é o mesmo tempo do sistema.


Dia 20 – 14/06/2022

Nenhuma novidade.

Às vezes, o silêncio também comunica algo: que não há prioridade.


Dia 21 – 15/06/2022

Decidi deixar na mão da Justiça e estabelecer um prazo pessoal: aguardaria um mês após o ocorrido para dar entrada definitiva na indenização do seguro.

Mas havia um detalhe: período junino. Sabemos que, nessa época, muitos processos desaceleram. Isso me fez refletir se esperar seria apenas prolongar o inevitável.

A decisão começava a se desenhar.


Dica

Defina um prazo máximo para esperar antes de tomar decisões importantes. Esperar indefinidamente gera desgaste emocional e financeiro.






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