quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Diario de um Furtado - Parte 14 - Final do final

Dia 445 – Final

16/08/2023

       Mais de um ano depois da moto ser furtada, ser localizada, finalmente ela foi identificada, fui intimado a ir no fórum para tomar parte, fui para dar conhecimento e informar que a moto agora não é mais minha e sim da seguradora. Ou seja, se eu esperasse todo esse tempo, ia gastar muito com revisão, iria ter que fazer motor, fazer remarcação do chassis, iria ter muita dor de cabeça com o detran.


        O(A) Exmo(a). Juiz(a). de Direito do(a) 1ª Vara Criminal de Aracaju da Comarca de Aracaju, Estado de Sergipe.,
        MANDA o Oficial de Justiça designado que, em cumprimento ao presente, proceda à intimação da pessoa infra qualificado(a) para o cumprimento da finalidade abaixo descrita e/ou sobre o teor do despacho/sentença prolatado(a) no processo acima mencionado, conforme cópia em anexo ou nos seguintes termos: Determino a restituição da motocicleta placa xxx-xxx, chassi x1x1c1dfwd, motor xxxx, ano/modelo 2017/2018, Município de -------- RAFAEL BARBOSA, CPF xxx.xxx.xxx-xx). Intime-se RAFAEL para comparecer neste juízo no prazo de 05 (cinco) dias para dizer se tem interesse no bem.


Dica para ter seu bem protegido e segurado.


        Contrate um seguro veicular em uma seguradora sólida e regulamentada. Não se deixe levar por promessas fáceis de cooperativas ou “clubes” que vendem vantagens sem a mesma estrutura e garantia. Se possível, tenha um corretor de confiança, alguém acessível, que possa orientar você nos momentos de dúvida e necessidade.



sábado, 20 de agosto de 2022

Diario de um Furtado - Parte 13 - Final

  

Dia 86 – Tudo resolvido

20/08/2022

         O sinistro foi aberto no mesmo dia do ocorrido e finalizado pela seguradora em 19/08/2022. No dia seguinte, o valor da indenização foi depositado em minha conta.

        Por se tratar de uma seguradora conhecida, o processo não foi excessivamente burocrático. O mais desgastante não foi a análise em si, mas o tempo sem respostas claras e a comunicação automatizada — falar com máquinas, digitar opções, aguardar retornos. A ausência de um corretor próximo para orientar, esclarecer dúvidas e trazer tranquilidade fez diferença.

        Mesmo assim, o fluxo foi organizado: abertura, envio de documentos, análise e finalização. Cumpridas as exigências — pagamento de débitos, envio do DUT com firma reconhecida, documentação completa — a indenização foi liberada conforme previsto na apólice, seguindo a tabela FIPE vigente.

Mais do que receber o dinheiro, ficou o aprendizado:

  • Entender prazos evita ansiedade desnecessária.

  • Conhecer cada etapa do processo reduz insegurança.

  • Organização documental acelera soluções.

  • Ter orientação profissional faz diferença em momentos de estresse.

No fim, percebi que seguro não é apenas sobre indenização. É sobre previsibilidade. É sobre transformar um prejuízo imprevisível em um problema administrável.


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 12

 

Dia 40 – A Decisão Final

04/07/2022

Acordei decidido. Seguiria as orientações da seguradora.

    Reuni toda a documentação, paguei a parcela que estava para vencer, quitei taxas pendentes e enviei tudo via Sedex. Percebi que esperar poderia gerar mais despesas e prolongar ainda mais a burocracia.

Sinistro Liberado – Como Receber a Indenização

Valor da indenização:
R$ 16.000,00 (100% da Tabela FIPE de maio, conforme regras da apólice)

Deduções:
R$ 566,32 referentes a parcelas do seguro (valor atualizado no momento do pagamento)

Pendências:
1 multa em fase de notificação (R$ 293,47)
IPVA e demais débitos continuam sendo responsabilidade do proprietário até a data do sinistro.


Procedimentos principais:

✔ Conferir valores e pendências
✔ Preencher corretamente o DUT/CRV
✔ Reconhecer firma por autenticidade em cartório
✔ Quitar multas e impostos
✔ Separar documentação exigida
✔ Enviar por Sedex ou agendar retirada
✔ Aguardar análise (até 48h úteis após recebimento)

Importante:
A indenização pode ser suspensa caso o veículo seja localizado antes da conclusão do processo.

No meu caso, o veiculo foi encontrato, mas não foi identificado, para o sistema do detran, o veiculo ainda não foi localizado.


  Dica

Seguro não é gasto — é proteção patrimonial e emocional. Avalie sempre as condições da apólice antes de precisar dela.



quarta-feira, 15 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 11

Do Dia 14 ao Dia 21 – A Fase da Espera

 Dia 14 – 08/06/2022

Nenhuma novidade.

A sensação era de que o processo estava parado — ou andando em um ritmo invisível para quem espera do lado de fora.


Dia 15 – 09/06/2022

Novamente, nenhuma novidade.

Comecei a perceber que o impacto inicial do furto já tinha passado. Agora o que pesava era a indefinição.


Dia 16 – 10/06/2022

Ao ver os stories no Instagram, soube que um amigo também teve a moto furtada na região sul de Aracaju, proximo ao shopping Jardins, local próximo de onde a minha foi levada.


Dia 17 – 11/06/2022

Nenhuma novidade.

O silêncio administrativo começa a desgastar mais do que o próprio prejuízo material.


Dia 18 – 12/06/2022

Nenhuma novidade.

A espera já não é ansiosa — é cansativa.


Dia 19 – 13/06/2022

Liguei para a delegacia para saber sobre o andamento do processo. A resposta foi a mesma: nada.

A cada dia que passa, bate um desânimo. Não é falta de esperança — é a percepção de que o tempo do cidadão não é o mesmo tempo do sistema.


Dia 20 – 14/06/2022

Nenhuma novidade.

Às vezes, o silêncio também comunica algo: que não há prioridade.


Dia 21 – 15/06/2022

Decidi deixar na mão da Justiça e estabelecer um prazo pessoal: aguardaria um mês após o ocorrido para dar entrada definitiva na indenização do seguro.

Mas havia um detalhe: período junino. Sabemos que, nessa época, muitos processos desaceleram. Isso me fez refletir se esperar seria apenas prolongar o inevitável.

A decisão começava a se desenhar.


Dica

Defina um prazo máximo para esperar antes de tomar decisões importantes. Esperar indefinidamente gera desgaste emocional e financeiro.






terça-feira, 7 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 10

 

Dia 13 – O Encontro no Pátio

07/06/2022

        A ideia inicial era ir à tarde a uma corretora da Honda, no centro de Aracaju. Saí de casa com esse propósito. Mas, pedalando pela Avenida Rio de Janeiro, pensei: “Vou dar uma passada na delegacia onde a moto deve estar.”

        Chegando lá, encontrei o meu já conhecido segurança/recepcionista/telefonista. Perguntei se a moto havia chegado. Ele respondeu:

— Tem uma Bros azul ali na frente. Vá ver se é a sua.

Fui conferir.

Era.

        Estava praticamente do mesmo jeito que deixei. Apenas com outra placa. A sensação foi estranha — um misto de alívio e impotência. Ela estava ali, tão perto, mas ainda distante de mim por causa dos trâmites legais.

        Voltei até ele e confirmei. Disse que agora era aguardar a perícia. Oficialmente, o prazo é de 15 a 30 dias. Extraoficialmente, segundo ele, pode levar de dois a três meses.

        Com essa informação, comecei a avaliar os próximos passos: manter a moto e enfrentar a burocracia ou acionar o seguro e encerrar o processo de forma mais rápida.

        Depois dali, segui para a concessionária para entender melhor as implicações de remarcação de chassi, desvalorização e eventuais custos futuros.

Nada de novo nas informações.

Dica:

Antes de decidir entre ficar com o veículo recuperado ou acionar o seguro, avalie tempo, custos e desvalorização. Nem sempre a recuperação física significa a melhor decisão financeira.


segunda-feira, 6 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 9

 Dia 12 – O Dilema

06/06/2022

Segunda-feira.

            No trabalho, os colegas perguntaram sobre a situação da moto. Contei sobre a ajuda do meu chefe, que buscou informações com um antigo colega da polícia. Um outro colega do trabalho, que também já foi policial, comentou que eu tive sorte. Disse que já presenciou situações em que policias pediam “ajuda” pelos serviços prestados na localização de veículos.

            Confesso que prefiro manter a visão romântica das forças de segurança do meu pequeno estado. Quero acreditar que a maioria trabalha de forma correta, dentro da legalidade, mesmo diante das dificuldades estruturais.

Pensei que seria apenas mais um dia comum de espera...

Mas, perto do meio-dia, recebi um e-mail da seguradora com a seguinte mensagem:
Seu sinistro está liberado!

        Era o sinal de que eu poderia dar entrada na documentação para transferência do veículo à seguradora e, assim, receber a indenização conforme a Tabela FIPE. Para isso, deveria quitar impostos e multas pendentes antes da liberação do pagamento.

            Pela tabela vigente, eu receberia mais de R$ 16 mil.
Detalhe curioso: quando comprei a moto, ela valia cerca de R$ 13 mil. Após quatro anos — e em meio à crise econômica que supervalorizou veículos usados — ela estava avaliada em aproximadamente R$ 3 mil a mais do que paguei.

E aí surgiu o dilema:

Aceitar a indenização:
Fico com o dinheiro, mas preciso desembolsar mais R$ 4 a R$ 5 mil para adquirir uma moto nova.

Ficar com a moto recuperada:
Regularizar, aguardar perícia, enfrentar burocracia, possível remarcação de chassi, perda de valor de mercado — porém gastar menos no curto prazo.

Não era apenas uma decisão financeira. Era também emocional e prática.

            Enquanto isso, penso também no trabalho da CPTRAN/GETAN e das equipes que atuam na recuperação de veículos. Muitas vezes vemos apenas o resultado — a abordagem, a apreensão — mas não enxergamos a complexidade da cadeia burocrática que vem depois.

            Amanhã pretendo ir à concessionária para entender melhor os trâmites do seguro e calcular, com mais clareza, o custo-benefício de cada escolha.

Dica:
Quando surgir um dilema financeiro, coloque tudo no papel. Compare prazos, custos, desvalorização e impacto emocional. Nem sempre a opção aparentemente mais barata é a mais vantajosa no longo prazo.


domingo, 5 de junho de 2022

Diario de um Furtado - Parte 8

 

Do dia 03 até o dia 05 -  O tempo passa

Dia 9 – O Valor do Conhecimento

03/06/2022

        Conversando sobre tudo que vinha acontecendo, percebi algo que incomoda: muitas vezes, para que um processo ande com mais agilidade, é preciso ter conhecimento — seja técnico, seja pessoal — dentro do órgão responsável.

        Não deveria ser assim. O acesso ao serviço público deveria funcionar da mesma forma para todos. Mas, na prática, entender os caminhos, saber a quem perguntar e como perguntar faz diferença.

        Essa experiência está me ensinando não apenas sobre furto de veículo, mas sobre funcionamento institucional, limites estruturais e a importância da informação.


Dia 10 – O Silêncio
04/06/2022

Sábado. Em casa.

Nenhuma novidade.

        O silêncio também faz parte do processo. Às vezes, a ausência de informação gera mais ansiedade do que uma resposta negativa.

Mas sigo aguardando.

Dia 11 – Adaptando a Rotina
05/06/2022

            Domingo de atividades ao ar livre. Natureza, deslocamentos por aplicativo e transporte intermunicipal.

            A rotina muda. A dependência do próprio veículo faz falta, mas também ensina adaptação.

            Cada dia longe da moto reforça a importância da mobilidade, mas também mostra que é possível reorganizar a vida enquanto as coisas não se resolvem.

Sigo aguardando os próximos capítulos dessa história.

Dica: 

Série Especial: (2) A quem interessa apagar a história das catadoras de mangaba da Barra dos Coqueiros?

 2 - Festival da Mangaba: quando a celebração substitui a política pública Quando faltam políticas públicas, sobra palanque. É mais fácil in...